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Eficiência da Moagem e os Sistemas de Extração

 

As usinas de açúcar e álcool utilizam basicamente dois tipos de sistemas de extração do caldo da cana-de-açúcar: a moenda e o difusor. Até meados da década de 80, a moenda era o equipamento mais utilizado para a extração. Após esse período, algumas usinas começaram a aderir ao difusor, mas isso não significa dizer que as moendas ficaram obsoletas, pelo contrário. Esses equipamentos se modernizaram e hoje, tanto usinas que optaram pelo difusor quanto pela moenda, podem chegar a níveis excelentes de eficiência e produtividade.

 

Diferenças entre moenda e difusor

Na moenda, a cana é esmagada por conjuntos de rolos, que são chamados de ternos, para fazer a extração do caldo. Já o difusor retira os açúcares da cana com água quente. Durante essa lavagem, as células são abertas e, por difusão, os açúcares são arrastados, ocorrendo uma separação por osmose. A definição de qual sistema de extração deve ser utilizado vai depender da situação de cada usina. Quem afirma é o coordenador industrial do Benri, Luiz Francisco Silva, o Kiko. Segundo ele, o custo de instalação de um difusor é menor em relação à moenda, já o investimento com manutenção pode ser maior. A moenda possui maior flexibilidade, podendo receber ternos adicionais para aumentar a capacidade de extração e produção da unidade. No caso do difusor, um novo sistema deve ser implantado do zero “por exemplo, se uma usina processa dois milhões de toneladas de cana e planeja, futuramente, expandir para 3 milhões, seria mais vantajoso instalar uma moenda porque, neste caso, ela vai apenas aumentando o número de ternos de forma gradual”, explica Kiko.

Interferência no benchmarking

Como uma agência de rating, o Benri atua avaliando índices das áreas industrial, agrícola e financeira da usina e atribui notas a cada uma dessas áreas e também para a unidade de forma geral. Mais de 150 indicadores-chave são cruzados para detectar incoerências, o que torna as análises confiáveis. Com a classificação, a usina adquire uma avalição de seus processos internos e tem um ponto de referência na comparação de sua atividade em relação às outras unidades, o chamado benchmarking.

Segundo Kiko, o fato de a usina optar pela moenda ou difusor em nada interfere no benchmarking da unidade “desde a década de 70, com o boom do Proálcool, as moendas evoluíram muito. É possível fazer alterações e chegar ao estado da arte na extração, tanto com a moenda quanto com o difusor. Os índices de eficiência serão elevados à medida que se investe em um bom processo operacional, controle de perdas, manutenção adequada, entre outros procedimentos. Isso terá impacto no benchmarking e não necessariamente o tipo de extração”, afirma Kiko.

O planejamento da usina a médio e longo prazo é um bom norte para definir o método de extração dos açúcares. Para unidades que planejam uma expansão, a moenda ainda pode ser uma opção. Porém, essa definição deve ser feita caso a caso, levando em conta os objetivos e as particularidades de cada usina.  

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