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RenovaBio com perfil de produção padrão: entenda os dados default

As usinas participantes do programa RenovaBio, do Ministério de Minas e Energia, devem enviar dados para uma ferramenta que se chama RenovaCalc, que funciona como uma calculadora para a comprovação do desempenho ambiental da produção de biocombustíveis pelas unidades. O processo de certificação do RenovaBio é dividido em duas áreas, a agrícola e a industrial e neste artigo discutiremos um recurso de simplificação para o lançamento dos dados da agrícola que tem levantado algumas dúvidas: o perfil de produção padrão, também conhecida como dados default.

 

RenovaBio: dados da agrícola

No lançamento dos dados agrícolas, cada fornecedor é avaliado separadamente pelo seu CNPJ, assim como a atividade agrícola operada pela própria usina. Uma vez que o fornecedor seja elegível ao programa, deve-se optar por utilizar dados primários ou dados padrão para cada um deles. Simplificadamente, ao optar por dados primários, lançamos métricas reais da operação do fornecedor, que podem ser comprovadas, enquanto com os dados padrão, o RenovaCalc irá considerar dados de uma operação canavieira típica. Essa escolha pode ser diferente para cada um, mas será aplicada para todos os parâmetros daquele CNPJ. Ao final, é feito uma média de todos os fornecedores para incluir as informações no RenovaCalc.

Dados primários x dados padrão no RenovaBio

Quais conjuntos de dados as usinas devem escolher para passar pela certificação? O ideal para todos seria optar pelos dados primários, que dá ao programa um retrato preciso da operação da unidade produtora e proporciona à usina recompensa devidamente equivalente ao seu desempenho operacional. Mas e quando o fornecedor não conseguir prover à usina as informações necessárias? Para que todo o mercado tenha acesso ao programa, o RenovaBio oferece a opção de lançar os dados da atividade agrícola do fornecedor considerando dados típicos do setor, mas para ser justo, considera um cenário pessimista. Serão considerados, por exemplo, que toda área de cana colhida foi queimada e que foram utilizadas quantidades de fertilizantes químicos, por tonelada de cana, bem acima da média de uma usina tradicional. A ferramenta avalia os processos que resultam na emissão de carbono, relacionando eficiência energética e emissão de gases de efeito estufa com base na avaliação do ciclo de vida. A nota da agrícola é calculada por meio de uma média ponderada das notas de todos os fornecedores.

Mas, se há penalização, por que pensar em usar os dados padrão? No caso da utilização dos dados primários, a depender do número de fornecedores da usina, pode ser uma tarefa bastante complexa reunir as informações de todas estas empresas. Os fornecedores podem não ter um controle adequado destas informações ou até mesmo serem inacessíveis. Essa falta de acesso aos dados pode comprometer o ingresso da usina no mercado do RenovaBio. Além disso, os dados primários também estão sujeitos à validação pela empresa responsável pela inspeção. Só a apresentação dos dados não basta, é preciso ter evidências da consistência dos números.   

E se a usina utilizar dados padrão na primeira vez e aguardar os fornecedores se organizarem para, no ano seguinte, atualizar o sistema com dados primários? A certificação é válida por três anos e para alterar os dados seria preciso fazer novamente todo o processo de certificação, portanto deverá ser feita uma análise cautelosa da viabilidade da conversão nesse período, levando em conta o preço do CBIO e o impacto do uso dos dados primários na nota atribuída pela RenovaCalc.

Outra informação interessante é que utilizar os dados padrão pode reduzir o custo com a etapa da certificação porque, como gera menos informações a serem validadas nas auditorias consome menos horas da firma inspetora, tornando o processo menos complexo e mais ágil.

CBios

O objetivo do RenovaBio é ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética e dar previsibilidade para o mercado de combustíveis, promovendo ganhos de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. A emissão total de carbono de uma unidade, proveniente da produção de biocombustível, é subtraída da emissão total de um combustível fóssil de referência, resultando em uma nota final, a qual caracteriza a mitigação das emissões pela substituição do fóssil pelo biocombustível. Essa nota se transforma em um fator multiplicador no momento da emissão dos Créditos de Descarbonização (CBios) negociados na bolsa de valores e que funcionarão como um novo produto para as usinas.

 

 

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