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Palha da cana na eficiência operacional da usina

A palha residual, proveniente da colheita de cana-de-açúcar integral, mudou o pacote tecnológico do manejo agrícola. Com a proibição da queima da cana e, consequentemente, a implantação da colheita mecanizada, a palha residual, gerou mais uma demanda para os gestores do setor sucroenergético. Afinal, o que fazer com a palha gerada do canavial? Quais pistas ela fornece sobre a operação da colheita? Confira o que as usinas têm feito para lidar com a palha.

O que fazer com a palha da cana?

Segundo Otávio Tufi, coordenador agrícola do BENRI, muitas variáveis têm influência na decisão sobre o manejo da palha, como por exemplo a estrutura da operação e a localização de cada unidade industrial. Para quem planeja levar a palha para a usina, uma forma de viabilizar isso é através do enfardamento da palha para a queima na caldeira para produção de bioenergia. No entanto, esse procedimento exige análise. É necessário fazer as contas com base no valor de venda da energia elétrica, pois essa logística da palha é um processo oneroso que só compensa economicamente se o preço da energia estiver remunerando adequadamente.

E quanto deixar a palha da cana no campo, é positivo ou negativo? As duas coisas. Deixar a palha no campo pode trazer uma série de benefícios ao canavial porque pode ajudar no controle da erosão, na diminuição da amplitude térmica do solo, na reciclagem de alguns nutrientes e na manutenção da umidade do solo. Em contrapartida, a palha também pode alterar o potencial de infestações de certas ervas daninhas, pragas e patógenos, que no manejo de cana queimada apresentavam menores índices de intensidades de infestações. Este fato, inclusive, provocou a necessidade de adequação de todo o processo produtivo.

Uma outra pratica de manejo cultural que merece atenção é o enleiramento, processo em que a palha da cana fica no campo, mas é retirada da linha da cultura e colocada nas entrelinhas dos canaviais. Este método, inicialmente, foi implantado em regiões mais frias para que o acúmulo da palha nas linhas da cultura não retardasse a germinação da soqueira.  Tufi revela que esta pratica está sendo disseminada para as demais regiões, com o intuito principal de reduzir a infestação de cigarrinha (Mahanarva fimbriolata).

Palha da cana é um indicador de eficiência

Otavio Tufi explica que para efeito de classificação da eficiência operacional do BENRI, a palha não é um indicador considerado no rating operacional agrícola, devido à pouca representatividade estatística do processo de mensuração. Porém, a quantidade de palha fornece algumas diretrizes sobre a condução de processo da colheita mecanizada, a qual tem impacto nas notas agrícolas da usina. Segundo Tufi, o índice de impureza vegetal, por exemplo, ajuda a validar os demais indicadores relacionados à operação da colheita mecanizada. De acordo com o banco de dados do BENRI, as usinas melhores qualificadas para este indicador estão entregando na usina entre 55 e 60 quilos de palha por tonelada de cana.

Fora isso, segundo Tufi, é importante avaliar também a rotação do extrator primário da colhedora. Se o extrator estiver trabalhando com uma rotação muito baixa, não vai limpar a cana. Já com rotação excessiva, vai consumir mais óleo diesel e aumentar os índices de perdas visíveis e invisíveis na colheita, sendo estes indicadores de relevância no rating agrícola do BENRI. Desse modo, se faz necessário aferir a colhedora nos diferentes turnos de trabalho.  Caso esse monitoramento da qualidade da operação da colheita não ocorra, é possível que o volume de impureza vegetal seja cada vez maior, fazendo que mais palha seja carregada no lugar da cana na caixa do transporte canavieiro, diminuindo a densidade de carga e, consequentemente, impactando o custo do transporte. Lembrando que o consumo de óleo diesel tem grande influência no cálculo da nota de eficiência energético-ambiental do programa RenovaBio.

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