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Manejo da broca da cana evita perdas na produção de açúcar e etanol

O manejo da broca da cana é fundamental para manter o canavial saudável e assim evitar perdas agrícolas e no processo industrial.                          

A Broca da Cana-de-Açúcar (Diatraea saccharalis; Lepidoptera: Crambidae) é um inseto que tem como hospedeiros para sua alimentação e reprodução tanto plantas cultivadas pelo homem quanto selvagens. Só que é na cana-de-açúcar que ela acarreta os danos mais severos e os maiores prejuízos econômicos. A broca da cana é considerada a mais importante praga deste tipo de cultura, seja pela sua ampla distribuição geográfica, pelos impactos na produção agrícola e reflexos na produção industrial.

 

Broca da cana: fases de desenvolvimento

A fase larval da broca da cana é a que gera prejuízos ao canavial. Sua ocorrência pode ser extremamente destrutiva, chegando a inviabilizar a atividade dependendo da intensidade de ataque (MACEDO, 1981). A cana-de-açúcar sofre com o ataque da broca durante todo o seu desenvolvimento, variando com a época do ano, localização geográfica da unidade produtora e a variedade cultivada. Em geral, as canas plantas sãos as que sofrem ataques mais severos quando comparadas às socas. Isso pode ser explicado pelo fato de a cana nova possuir um maior vigor vegetativo e ficar exposta durante um período maior à broca (PARRA, 2002).

Os períodos de maior infestação vão de outubro a março para a cana planta de 18 meses, de dezembro a março para a cana planta de inverno e de fevereiro a maio para a cana planta de ano. Nas soqueiras, as infestações ocorrem de novembro a abril-maio. Essa dinâmica ocorre devido às condições climáticas e à presença de internódios aptos à penetração da lagarta nas touceiras de cana, embora também haja o ataque a brotações.

As larvas, ou lagartas, causam prejuízo direto pela abertura de galerias, que ocasionam perda de rendimento agrícola, sendo que quando a broca da cana faz galerias circulares ocorre o tombamento pelo vento, aumentando ainda mais a perda agrícola. Também podem provocar a morte das gemas, causando falhas na brotação se essa cana for usada como muda. Nas plantas novas, a broca causa o secamento dos ponteiros, o que é conhecido por "coração morto". O enraizamento aéreo e brotações laterais podem também ocorrer.

Falta de manejo da broca da cana compromete a qualidade tecnológica da cana-de-açúcar.

Indiretamente, outro efeito é o de permitir, pelo orifício deixado no colmo, a entrada de agentes patogênicos, como o Colletrotrichum falcatum ou o Fusarium sp que causam a podridão vermelha e provocam a inversão da sacarose com a consequente redução nos teores de açúcar, aumento na concentração de dextranas, coloração alta do açúcar, aumento no teor de compostos fenólicos e perda de eficiência de fermentação.

Manejo da broca da cana é medida importante para evitar perdas

Os primeiros parâmetros de perdas agrícola e industrial por I.I.% de broca foram obtidos na década de 90 em testes de resistência de clones e variedades conduzidos em condições de telado, em função da impossibilidade de se obter parcelas em condições de campo com infestações nulas ou próximas de 1,0% de entrenós brocados, que seriam a base de comparação com as parcelas de maior I.I.%. 

Estes testes em telados foram bem-sucedidos neste aspecto, porém verificou-se que as canas apresentavam perfilhos e que o sombreamento provocado pela tela provocava o estiolamento das plantas, impedindo que as canas atingissem o ponto de maturação.

Mesmo assim os experimentos conduzidos em telado e campo possibilitaram determinar, ainda que com parcial precisão, que para cada 1% de intensidade de infestação da cana pela broca ocorreriam perdas de 0,77% na produção de colmos, acrescidas de 0,25% na produção de açúcar ou 0,20% na produção de etanol. Portanto, na agrícola, a atenção ao manejo da broca da cana pode fazer a diferença no rendimento na indústria e evitar perdas expressivas. 

O indicador de intensidade de infestação final de Diatraea saccharalis tem relevante importância no Rating Operacional do BENRI, em decorrência do grande potencial no resultado econômico da canavicultura.

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