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Evolução da Safra 2020/21 e sua interferência no Rating Industrial BENRI

 

As particularidades da safra 2020/21 vêm proporcionando uma melhoria na eficiência industrial. Analisando o índice de eficiência RTC (Recuperado Total Corrigido) a média acumulada até o mês agosto está 0,18% maior em relação ao mesmo período da safra passada. Desse modo, a fim de explicar tal aumento, neste artigo abordaremos algumas dessas particularidades da safra atual e explicaremos como elas impactam a eficiência industrial. Todos os dados analisados foram retirados do banco de dados do BENRI, entre os meses de janeiro e agosto de 2020.

Uma das características desta safra são as baixas precipitações, que provocam, consequentemente, melhoria no tempo de aproveitamento geral (aumento de 2,15%). Essa melhoria é composta pelo tempo de aproveitamento por chuva, (1,2% maior esta safra), e pela melhoria do tempo de aproveitamento industrial, que está 0,5% maior esta safra. Esses aumentos demonstram ainda uma melhoria na eficiência da manutenção, pois, mesmo com menos paradas de processo, ocorreram menos interrupções.

Outra característica relevante desta safra, é a mudança significativa do mix de produção, quando comparado com as duas últimas safras. Essa mudança de estratégia causa alterações no processo que, por sua vez, modificam a utilização do parque industrial de tal forma que as áreas de estrangulamento do processo se modificam. Em resumo, isso significa que os pontos de perda de eficiência tendem a se alterar.

O fato de a safra 2020/21 estar sendo muito mais açucareira, possivelmente, pode ter sido influenciado por uma quantidade de açúcar maior na cana. O ART está, até o momento, 3,5% maior (cabe lembrar que a seca também interfere nesse item), com um AR 2,2% menor. Se por um lado, isso traz uma facilidade na esgotabilidade, por outro, a utilização da fábrica em sua capacidade máxima traz consigo limitações no uso dos equipamentos.

Além disso, o fato de a safra atual estar sendo mais seca, combinado com um aumento no tempo de aproveitamento, resulta em uma melhora no índice de extração que está 0,25 pontos percentuais (p.p.) superior em relação à safra passada, mesmo com uma pequena diminuição no indicador de embebição%fibra.

Outro indicador que até o momento está melhor em relação à safra anterior, e que também está ligado à menores números de paradas, são as perdas indeterminadas, que estão em média 0,3 p.p. menores na atual safra.

As perdas industriais determinadas também estão melhores nesta safra. Se considerarmos as perdas na torta, nas águas dos multijatos, nas águas residuais e na lavagem de cana (ou esteiras), elas estão 0,16 p.p. menores em relação à safra passada.

Todas essas condições descritas, levaram, até o momento, a um aumento do indicador RTC (Recuperado Total Corrigido) de 0,23 p.p. em comparação com a safra passada.

Vale observar que essa melhora no rendimento varia conforme o índice utilizado para comparação. Quando utilizamos o RTC (índice que pode ser comparado mesmo com variação do mix de produção), citado anteriormente, verificamos que o rendimento da safra atual está um pouco maior. No entanto, se utilizamos o Rendimento Industrial Geral para comparação, observamos uma melhoria de cerca de 1,1 p.p. no rendimento. Contudo, vale ressaltar que esse é um valor superestimado, já que os valores de mix de produção das duas safras foram muito diferentes e maior para o açúcar na safra presente, sendo o mix de 39,44% para a safra 2019/20 e de 52,87%, até o momento, para a safra 2020/21.

Dentro do processo industrial, o setor de fermentação é o que está sofrendo mais nesta safra, pois com a preferência para a fábrica de açúcar, a matéria-prima da fermentação fica prejudicada.

Como conclusão, podemos afirmar que a safra atual, apesar dos problemas nos canaviais relacionados à falta de chuva, está trazendo ganhos para as eficiências industriais, explicados, principalmente, pelo aumento na eficiência de tempo na indústria.

Quando pensamos em rating, se nos basearmos no momento atual da safra, certamente teremos valores maiores na curva de corte dos indicadores de extração e fabrica de açúcar. Já na fermentação, com certeza teremos valores menores. Por fim, no tratamento de caldo ainda não conseguimos traçar uma tendência, pois mesmo com o aumento da fabricação de açúcar, a matéria-prima encaminhada para a fábrica está sendo mais pura nesta safra.

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